O jornal Correio Braziliense publicou um artigo sobre o Nightwish e o show que a banda fará hoje (terça-feira, 11 de novembro) em Brasília.
Pedro Brandt
Do Correio Braziliense
Chegar ao primeiro lugar das paradas de sucesso sendo uma banda de heavy metal é um feito raro. Mas na Finlândia, uma certa banda não só conseguiu tal façanha, como também se transformou no maior fenômeno musical já exportado pelo friorento país. O quinteto Nightwish já esteve no Brasil em outras ocasiões, mas fará hoje sua estréia em Brasília – em mais uma edição do projeto Pílulas Porão do Rock. O show será realizado no salão social da AABB e está marcado para as 22h.
O Nightwish surgiu em 1996, na cidade finlandesa de Kitee, como um projeto musical de amigos recém-saídos do colégio. No som, o encontro de heavy metal com música sinfônica. Não demorou muito para a banda conseguir reconhecimento em seu país (com os discos Oceanborn e Wishmaster). A fama internacional viria um pouco depois, com o álbum Century child, de 2002, que marcou um novo momento da banda. Foi naquele mesmo ano que Marco Hietala ingressou no grupo. “Já estive no Brasil com o Nightwish duas vezes… Ou melhor, foram três vezes: duas turnês e um festival com outras bandas de metal”, contabiliza o músico, que conversou com o Correio diretamente de sua residência em Kerava, pequena cidade a 30 minutos da capital, Helsinque.
“Quando estamos em turnê, não temos muito tempo de conhecer os locais por onde passamos. Mesmo assim, da última vez que estivemos no Rio, visitamos o Pão de Açúcar e o Corcovado. O dia estava nublado, a estátua do Cristo estava encoberta pelas nuvens, mas tudo bem, foi legal assim mesmo”, lembra. Mais do que os passeios turísticos, as lembranças mais vívidas do músico são sobre o público brasileiro. “As platéias européias e americanas são boas, mas reservadas. O público latino tem o sangue mais quente, fica louco no show”, observa. “Certa vez, na Argentina, tocamos um cover do Megadeth. E, por lá, adoram a banda. A galera pirou”, continua.
Em Brasília, o Nightwish – que, além de Marco, conta com Tuomas Holopainen (fundador da banda), nos teclados, Emppu Vuorinen, na guitarra, Jukka Nevalainen, na bateria, e Anette Olzon, nos vocais – lançará seu mais recente álbum, Dark passion play (2007). Um pouco mais pesado que seus anteriores, é o primeiro disco com Anette nos vocais. Ela entrou na banda para substituir Tarja Turunen, que, em 2005, foi despedida do Nightwish pelos outros integrantes, devido, segundo eles, a divergências com o marido da cantora, interessado em levar a banda para um lado mais comercial.
“Sempre conseguimos achar coisas novas para os discos”, comenta o baixista sobre as inspirações do novo trabalho. “Tentamos nos concentrar em fazer as melhores canções que podemos, músicas que nos agradem. Nos mantemos honestos, sem nos preocuparmos se (o som) vai ser comercial ou não. Até agora, estamos satisfeitos com o que gravamos. Dark passion play tem sido bem recebido pelo público”, continua. Sobre o repertório desta noite, Marco garante que, mesmo calcado no novo trabalho, não faltaram as antigas preferidas do público.